Quem tem umas AMIGAS como eu, tem... TUDO.
Nunca será demais agradecer-vos por quem são, pelo que são para mim, pelo que me fazem e pelo que somos e fazemos juntas. Love you all <3
(Vou a Cascais aproveitar o dia a que me deram direito numa bela massagem!)
03 outubro, 2009
14 setembro, 2009
26 agosto, 2009
Letras meio absurdas que de absurdo não têm nada, traje tipicamente portuguesinho, numa mistura de sons que vão desde Variações a Amália, balançando do samba ao fado. É a Deolinda que, quer se goste, quer se não goste, arregaça as mangas, veste o avental e canta a essência da (cá para mim) boa música portuguesa!
Ao vivo, é bem melhor!
Ao vivo, é bem melhor!
31 julho, 2009
Optimus Alive!09
Este post parece já vir tarde, mas nunca será tarde para lembrar o quão brutal foi o Optimus Alive! deste ano. A fasquia bastante alta a que este festival já nos acostumou não falhou. O cheiro a cavalo dos Eagles of Death Metal, a indie dos The Kooks, a energia dos Ting Tings, o moche dos Prodigy, o concertaço dos Placebo, tudo...mesmo tudo, fenomenal. O segundo dia foi para não esquecer e em 2010 tou lá!
Esta é daquelas que não dá para não gostar,
Esta é daquelas que não dá para não gostar,
29 junho, 2009
there's no end
A noite e o silêncio do quarto trazem-nos sempre mais memórias e mais alguma dose de nostalgia. Não gosto disso. Não gosto de ter que pensar nas coisas, na maneira como elas deixam saudade e como me deixam nostálgica. Porque a saudade é uma coisa estúpida e eu preferia que ela não tivesse razão de existir. Mas existe. Existe em cada pessoa, em cada momento e em cada coisa que deixamos para trás. Em cada pessoa que nos deixa para trás. E com elas (as pessoas) se vão os momentos e as coisas partilhadas. Vezes em que chega a saudade a marcar o início do fim de algo. Ontem aconteceu, hoje deixou de acontecer e amanhã já só resta mesmo a estúpida da saudade. Somos como que obrigados a ficar sem a pessoa em detrimento dela. A vida encarrega-se disso, mas as pessoas também fazem questão de a ajudar. Ao esquecer as outras e fingirem que o passado não faz já parte de si. Quando o amanhã vem, percebemos que o pleonasmo do tentar pensar que o Até Nunca é um Até Já, é ridículo. Mais ridículo até que a saudade. Foi embora, não volta, e continuamos nós a achar que a esperança ainda vive, só para não termos que aceitar que a saudade até custa. Podemos não pensar que os momentos aconteceram com aquelas pessoas, e assim provavelmente não teremos saudade (como provavelmente elas não terão)?! Coisas que morreram. Ou momentos que não aconteceram. Ou pessoas que não existiram. Assim a saudade deixa de ser saudade, passa a ser ignorância ou loucura. Mas pelo menos não dói.
"There's no end"?!
"There's no end"?!
25 abril, 2009
«Era a terceira vez...»
«Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.»
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.»
Fernanda Braga da Cruz
Gramaticalmente fantástico!
09 abril, 2009
Viagem
A manhã nasce por entre os primeiros raios de sol. O murmúrio matinal, a bica e o laminar rápido no jornal para dar conta das últimas de aqui e de acolá, pouco mais que um semicerrado bom dia e toda esta gente a mentalizar-se que o ofício só acaba quando o sol se for.
Acordar cedo e sentir este cheiro da manhã na capital é coisa para me deixar bem-disposta o resto do dia, para me sentir uma sortuda por viver aqui. Mas deixo Lisboa por umas horas. Rumo à margem sul do rio. Passo a Vasco da Gama, deixo para trás a edificação alfacinha e…outro mundo! Aqui, depois da ponte, tudo é verde e castanho. Lezírias, cavalos, gado, velhos na apanha do mexilhão, uns prédios que se fazem contrastar com tudo isso só para não dizer que aqui tudo soa somente a campo, e eis-me aqui sentada, numa viagem de autocarro que me apraz até, e nunca soube bem porquê.
Faculdade vazia (não estivéssemos nós de férias), um trabalho entregue, outro quase feito, e “toca a bazar daqui!”. Passeio com as amigas e os amigos e as gentes conhecidas que já me vão cansando a vista do mesmo, das mesmas caras. Corrida para não perder o autocarro de volta, e já lá dentro penso que finalmente já falta pouco para bazar mesmo dali.
Lisboa à vista depois de umas horas. O trânsito mais caótico do mundo, o stress que não havia de manhã, as filas intermináveis do desejado regresso a casa e a mim já só me faltam uns poucos minutos para estar deitada na cama a escrever esta porcaria.
Mais tarde ou mais cedo, esta tal viagem acabará. E por mais que eu não goste da cidade do lado de lá onde passo todas as minhas 'santas' semanas, a verdade é que talvez até vá deixar saudades. Quem sabe... Bom mesmo é saber que pelo menos o acordar em Lisboa é garantido, e saberá sempre tão bem quanto hoje.
04 abril, 2009
O que dirias...
Caíu uma lágrima quando vi. Não tenho 102 anos, mas os meus 19 já me permitem dizer que este foi certamente dos anúncios publicitários mais verdadeiros que já vi!
E tu, "O que dirias a alguém que vai nascer num tempo como este?"
20 março, 2009
O mundo cabe todo em poucas palavras.A vida também.
E a minha neste momento cabe toda numa só: CANSAÇO...
Amanhã caberá numa outra: SUCESSO!
Que este mandato de um ano que nos espera, nos traga o que precisamos, e que no final estejamos todos nas Caraíbas ou por ali perto com uma águazinha de coco na mão, à sombra da bananeira...
C.F.C.S, let's go work it!
13 março, 2009
Estou de volta a Lisboa. Por dois dias, é certo. Estes fins-de-semana, como já sabem, não passam nunca do mesmo...tal como a viagem, que é sempre a mesma. Mas hoje, sei lá porquê, admirei mais do que qualquer outra vez o sol que se escondia laranja ao longe, que cruzava umas linhas azuis e cremes com o azul do rio tão calmo. O relógio marcava as sete, e a noite ia-se deitando sobre a cidade. Senti um arrepio estúpido só por ver tantas luzes de carros, tantas pessoas, tanto barulho e cheiro a confusão. A viagem rumo a Lisboa sabe-me, e soube-me hoje, mais do que nunca, a qualquer coisa do tipo......'é sempre bom estar de volta a casa!'
11 março, 2009
As estrelas. A noite. E, de repente, dou por mim sentada na minha varanda...manta nas costas, coffee na mão, Fado do Encontro para tornar a cena perfeita, e a voz da Susana que diz qualquer coisa ao meu lado (mas que eu quase não oiço). Observo as estrelas. A noite julga-se de verão. A vida, neste momento, resume-se a lembranças boas, óptimas. Lembranças que fazem nascer umas saudades imensas de tudo o que foi bom, e de tudo o que é. As lembranças trazem palavras, e ficamos as duas a lembrar o que já vivemos, e a perspectivar o que ainda não vivemos, mas que sabemos que, o que quer que seja, há-de ser bom. A vida de estudante é boa se a soubermos aproveitar. Não estou em Inglaterra como queria, mas tenho quase tudo aquilo que sonhei um dia: vivo com amigas, fora dos papás, faço a minha própria vida sem ter que dar satisfações a ninguém, chego a casa às horas que quero, tenho que lavar a minha roupa, cozinhar, limpar a casa... A vida é literalmente minha e faço tudo o que quero. Pena que já só falte metade do tempo para continuar a ter estas noites de varanda, desta maneira, tal como ela é agora. O amanhã pode ser melhor, mas o presente está a construir-se muito bem! Este ano e meio de faculdade já me trouxe amores eternos, desgostos, momentos únicos, paixões efémeras, amizades para a vida, saídas, bebedeiras, discussões, quase depressões, directas de estudo, directas à lareira na conversa, jantares de curso que fazem a história desta gente...tantas coisas.
A vida é feita de pequenos grandes momentos, é feita de lembranças, de recordações...e do presente. Caguem lá na crise e nas merdices do dia-a-dia...há coisas que valem tanto a pena, e esta noite convida-me a ficar por mais umas horas...
01 março, 2009
Vem aí...
O mais grandioso espectáculo de luz, som e dança chega finalmente a Portugal. "Sensation" junta milhares de pessoas, vestidas de branco, numa noite replecta da mais pura adrenalina. Este espectáculo, nascido há nove anos em Amesterdão, chega a 9 de Maio ao Pavilhão Atlântico para pôr em êxtase os amantes da noite e do espectáculo. Já o preço dos bilhetes pode não trazer tanta adrenalina às nossas carteiras: regular ticket - 65€, deluxe ticket - 125€. Mas certamente, um dos maiores espectáculos do mundo...!
28 fevereiro, 2009
Nice to meet you, honey
Os meus sábados são sempre iguais: acordar cedo, meter-me numa sala durante três horas a falar inglês e a ver sempre as mesmas pessoas. Mas às vezes a rotina foge à regra, e hoje já valeu ter acordado cedo. A Ellen, minha teacher, adoeceu e o Andrew (um dos directores do Cambridge S.) foi substitui-la. Acho que me fez ganhar o dia! Entrei na sala e pensei que me tinha enganado, porque dei logo de caras com ele e estranhei-o. De repente, ouvi as minhas colegas a rirem-se de mim e percebi que era a mesma sala de sempre. Daí em diante todos nos íamos rindo da cara que cada um fazia quando entrava na sala. Sei que durante três horas, ri como já não ria há muito tempo (quase chorei de riso) e troquei experiências incríveis. A cada minuto que passava, sentia que o conhecia há anos. Fumámos juntos e passei a saber toda a vida daquele young man (36 y.), desde o ter vivido em 9 países diferentes a ter almoçado com o Beckham ou ter bebido uma cerveja com o Saramago. Ousou trocar beijos com algumas de nós, sem meias-medidas pôs até as mãos sobre os meus joelhos para me corrigir um exercício, e aquele honey ainda ecoa no ouvido. “Byyee, nice to meet you”, quando vim embora, não me soou a um “adeus, até sempre” mas sim a um “até já”, pois aquele olhar predisse-me que, por certo, nos havemos de encontrar uma noite destas pelo Bairro…
A esta hora devem estar a pensar que me ‘apaixonei’ pelo Sr. Director, mas não. Simplesmente há pessoas que marcam a nossa mentalidade e maneira de ser. Tenho conhecido muitas, e o Andrew foi apenas mais uma dessas (em apenas 3 horas…)!
A esta hora devem estar a pensar que me ‘apaixonei’ pelo Sr. Director, mas não. Simplesmente há pessoas que marcam a nossa mentalidade e maneira de ser. Tenho conhecido muitas, e o Andrew foi apenas mais uma dessas (em apenas 3 horas…)!
27 fevereiro, 2009
Irmandade do Anel
Será este sorriso por que procuras?
Será ele que te esconde os desenganos?
Será nele que encontras refúgio
E te perdes segundos sem fim?
Será este com que sonhas?
E sonhar talvez que esta boca seja tua?
Ser-te-á porto de confiança
E noites de insónias?
Tu que traças com os dedos todas as suas linhas
E que acabas por te perder num beijo?
Tentarei eu que esta boca seja um dia só tua
Tentarás tu que o seja
Derrubando as barreiras entre os dois?
Quererás tu que ela seja tua?
Será ela fonte de pecado com que pecaste tantas vezes
Destruidora do destino, maior que o teu querer?
Será ela culpada das mentiras com que te desculpas
Para não teres que enfrentar o que a vida te prometeu?
É ela culpada ou vítima dos teus luxuriosos desejos
Aos quais não resistes?
Desejo de me ter, de me querer entregue a ti…
Beija a minha boca
Ela sabe a mel da vida.
Será ele que te esconde os desenganos?
Será nele que encontras refúgio
E te perdes segundos sem fim?
Será este com que sonhas?
E sonhar talvez que esta boca seja tua?
Ser-te-á porto de confiança
E noites de insónias?
Tu que traças com os dedos todas as suas linhas
E que acabas por te perder num beijo?
Tentarei eu que esta boca seja um dia só tua
Tentarás tu que o seja
Derrubando as barreiras entre os dois?
Quererás tu que ela seja tua?
Será ela fonte de pecado com que pecaste tantas vezes
Destruidora do destino, maior que o teu querer?
Será ela culpada das mentiras com que te desculpas
Para não teres que enfrentar o que a vida te prometeu?
É ela culpada ou vítima dos teus luxuriosos desejos
Aos quais não resistes?
Desejo de me ter, de me querer entregue a ti…
Beija a minha boca
Ela sabe a mel da vida.
26 fevereiro, 2009
Posso partilhar?
A Ana é surda. Não nasceu assim, mas pequenas acções nossas podem condicionar a vida de outra pessoa para sempre. E foi isso que aconteceu com ela, por negligência médica não tem o dom de ouvir, de saber ouvir, de ouvir como nós. Mas a Ana é dona duma inteligência inexplicável. Ela sabe ler nos olhos e no sorriso, ler nos lábios e nas palavras, e sabe sempre quando estamos a falar dela, expressando aquele sorriso malandro de menina. Sabe tudo o que acontece à sua volta, devora telenovelas e filmes, e sabe toda a vida do que acontece na televisão. Anda numa escola especial, fala por língua gestual, mas não domina todo esse vocabulário. Ainda assim, impressiona porque faz os gestos a uma velocidade estonteante. Balbucia algumas palavras (e eu percebo tudo). Tem 14 anos, eu vi-a nascer, e o meu nome foi das primeiras coisas que aprendeu a dizer. É morena, gira, um cabelo de invejar e super vaidosa. Na escola, é a melhor em tudo, principalmente em Educação Física. Vangloria-se quando ganha as medalhas das corridas. Tem um irmão gémeo, é bonito de se ver a telepatia dos dois. Ele não deixa que nada de mal lhe aconteça, ainda que por vezes perca a paciência com ela. Em criança, a Ana pagava sempre as favas, aproveitavam-se por ela não se poder defender verbalmente. Hoje, é ela que finta tudo e todos e dá a volta a qualquer questão. É benfiquista serrenha e não perde oportunidade de chatear a cabeça a todos os sportinguistas lá de casa. A Ana passa o tempo a rir, de tudo e de todos. E é, sem dúvida, um pouco do exemplo a seguir. Mostra-nos que não é preciso ter tudo na vida para a vivermos da melhor maneira. Mas claro que a Ana tem o sonho de um dia ouvir totalmente, de não ter que por a música aos altos berros para conseguir ouvir alguma coisa, e de não precisar de usar as mãos para falar...
A Ana é minha prima. E eu daria a vida por esta princesa.
*
A Ana é minha prima. E eu daria a vida por esta princesa.
*
25 fevereiro, 2009
«- Como está Senhora Doutora?
- Estou bem, obrigada! (pip)
- Mas então...a trabalhar aqui na Caixa do Mini Preço?!
- (pip) Oh, tem que se fazer pela vida, n'é verdade...?! (pip)»
Esta talvez serei eu a falar com uma qualquer cliente daqui a uns aninhos... Acho que a licenciatura, o mestrado, o doutoramento, etc., não me vão dar grande estatuto...a não ser na caixa do super-mercado, ou a opção mais certa: o desemprego. Mas o Zezinho continua a insistir que os números são bastante animadores. Vá-se lá saber a que números se refere afinal o nosso Primeiro-ministro...
De qualquer forma, é sempre um orgulho vestir o traje e bom também saber que já falta pouco para ter o canudo na mão (ainda que depois não me venha a valer de nada!)...
- Estou bem, obrigada! (pip)
- Mas então...a trabalhar aqui na Caixa do Mini Preço?!
- (pip) Oh, tem que se fazer pela vida, n'é verdade...?! (pip)»
Esta talvez serei eu a falar com uma qualquer cliente daqui a uns aninhos... Acho que a licenciatura, o mestrado, o doutoramento, etc., não me vão dar grande estatuto...a não ser na caixa do super-mercado, ou a opção mais certa: o desemprego. Mas o Zezinho continua a insistir que os números são bastante animadores. Vá-se lá saber a que números se refere afinal o nosso Primeiro-ministro...
De qualquer forma, é sempre um orgulho vestir o traje e bom também saber que já falta pouco para ter o canudo na mão (ainda que depois não me venha a valer de nada!)...
De volta à rotina...
Parece que é hoje que recomeça a rotina: a faculdade está de volta e traz consigo os stresses, os trabalhos, as directas, os quilos de chocolate, café e tabaco para esconder os nervos...e traz ainda as borgas!!!Espero que este semestre os profs não me lixem tanto nas notas como fizeram no primeiro, injustamente diga-se. E espero também que os meus queridos do 3ºano aproveitem ao máximo este seu último semestre de sempre. Vao deixar saudades...
Ah, e já agora...eu só ponho os pés na faculdade na próxima semana! (Ainda não me sinto psicologicamente preparada para voltar a dar de caras com os professores ;) )
listen...
De vez em quando, vou deixando por aqui umas preciosidades...
Sonic Youth - The Diamond Sea
*
Sonic Youth - The Diamond Sea
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24 fevereiro, 2009
assunto del giorno
Haverá assunto mais actual do que a homossexualidade? Pois bem, acho mesmo que não. E para começar este blogue da melhor forma, então que se comece com um assunto actual, ousado e tumultuoso. E já que se tem falado tanto em democracia e direitos iguais relativamente a este assunto, então aqui fica uma reflexão pessoal, com a esperança de que respeitem, meus queridos leitores…
Este blogue é meu e faço dele o que bem entender, certo? Então se os que apelam a esse ‘grito’ têm todo o direito de se manifestar, porque é que não nos fazemos todos ouvir por aquilo em que acreditamos?
Ligo a televisão e vejo gays por todo o lado a assumirem-se e a gritarem pelo direito ao casamento homossexual. Fique desde já bem claro que não sou contra os gays, não comecem já com as pedras. Eu respeito, juro que sim, que cada um tenha os seus gostos e vontades próprias, tal como eu tenho as minhas. Mas estou um bocadinho farta de cada vez que ligo a televisão ter um homossexual a tentar impingir-me a ser a favor do casamento gay e da adopção por homossexuais. Sim, somos todos pessoas mas parem lá com essa coisa da igualdade de direitos. Não há igualdade de direitos coisa nenhuma, porque senão todos ganhávamos os mesmos ordenados, frequentávamos os mesmos hotéis, comíamos do mesmo caviar e íamos de iate para o emprego…mas não somos. Contentemo-nos em ser Zé Povinho (enquanto outros são Zézinhos!). Bem, mas como eu dizia, estou um bocado farta realmente deste surto de gritos gays.
Ligo a televisão de manhã e tenho um jovem que se assume homossexual a falar da sua experiência própria e de tudo o que passou durante a adolescência, num programa matinal; mudo de canal para não ter que levar com as cenas pacóvias do apresentador que também é gay, então paro num qualquer programa americano e eis que vejo um actor, modelo, e ex-militar da Força Aérea (aqueles músculos e aquele sorriso…) crivado à frente dos meus olhos e penso “Que Deus!”…até que me apercebo da conversa, e ele está precisamente a confessar que é gay, e eu desmaio depois de pensar “Que desperdício!”; saio do quarto, vou à sala ter com a mãe e pergunto-lhe o que ela está a ver, «Oprah, filha», e eu olho para a televisão e tenho um príncipe indiano que é tema actual no mundo e acabou de chocar todo o Ocidente ao assumir-se gay; volto para o quarto, continuo a minha jornada de zapping e quando dou por mim está na hora do Prós-e-Contras, tema: ‘casamento homossexual do ponto de vista jurídico’, e tenho uma jornalista (que como quem não quer a coisa, é namorada de José Sócrates) na ala pro-homossexual e um padre na ala contra-homossexual; a jornada continua e tenho uma linda noite de Óscares pela frente em que, claro, um jovem guionista do filme Milk, que é também ele gay, diz que sonha um dia casar e ter filhos, e quando eu penso que não podia ouvir mais falar em assuntos gays, levo com o Sean Penn (que eu adoro!) a destroçar-me os ouvidos (e o coração) a dizer que devemos ter vergonha por não sermos a favor do casamento gay.
Poderia continuar a dar mais exemplos, mas se abrirem os olhos vêem bem que este é mesmo o tema del giorno. Volto a dizer que respeito profundamente quem se assume gay, pois é claro que temos todos direito a ser felizes e livres de sentirmos todas as emoções e sentimentos de que o ser humano foi dotado. Só não precisam de me bombardear, através da comunicação social, de todos os anseios por que tentam a todo o custo atingir. O casamento é uma instituição secular e nunca foi questionado: homem com mulher e mulher com homem, só. Se os homossexuais têm coragem para se assumir, se se gostam como casal, não queiram mudar esta instituição, quer queiram quer não, deste Portugal para sempre conservador q.b. E quanto à adopção, se, como referiu a namorada do Sr. Primeiro-ministro, já há gays que adoptam crianças, por nome individual, então continuem a fazê-lo dessa maneira. Não há confusões, não há guerras, não há choques de mentalidades, nem confrontos mais amargos de palavras. Eu não olho de lado para um gay por ele ser gay, tal como não olho de lado para um 'hetero' nem para um 'bi'. Por isso parem de dizer que são marginalizados e etc. etc., pois, apesar de conservador, este povo ainda tem muita compaixão pelos seus e ninguém vos cospe na cara por serem ‘diferentes’… Uns são mal tratados por uma coisa, outros por outra...e no fundo todos nos magoamos e amamos uns aos outros! (soou lamechas…but it’s true!)
Ah, e já agora, parem de dizer «Marta, um dia vais ter filhos e netos…» ou «Não sabes o teu dia de amanhã…». Não costumo cuspir para o ar nem atirar pedras a telhados de vidro, e sei perfeitamente que o pecado mora ao lado, e caso algum filho ou neto meu se assuma gay, respeitá-lo e amá-lo-ei da mesma maneira, só não concordarei que caia no absurdo de querer mudar instituições seculares e tradicionais, pois há-de ser forte o suficiente para conseguir viver consoante determinados valores e contra quaisquer objecções de terceiros, respeitando e sendo respeitado. Agradecida!
*
Este blogue é meu e faço dele o que bem entender, certo? Então se os que apelam a esse ‘grito’ têm todo o direito de se manifestar, porque é que não nos fazemos todos ouvir por aquilo em que acreditamos?
Ligo a televisão e vejo gays por todo o lado a assumirem-se e a gritarem pelo direito ao casamento homossexual. Fique desde já bem claro que não sou contra os gays, não comecem já com as pedras. Eu respeito, juro que sim, que cada um tenha os seus gostos e vontades próprias, tal como eu tenho as minhas. Mas estou um bocadinho farta de cada vez que ligo a televisão ter um homossexual a tentar impingir-me a ser a favor do casamento gay e da adopção por homossexuais. Sim, somos todos pessoas mas parem lá com essa coisa da igualdade de direitos. Não há igualdade de direitos coisa nenhuma, porque senão todos ganhávamos os mesmos ordenados, frequentávamos os mesmos hotéis, comíamos do mesmo caviar e íamos de iate para o emprego…mas não somos. Contentemo-nos em ser Zé Povinho (enquanto outros são Zézinhos!). Bem, mas como eu dizia, estou um bocado farta realmente deste surto de gritos gays.
Ligo a televisão de manhã e tenho um jovem que se assume homossexual a falar da sua experiência própria e de tudo o que passou durante a adolescência, num programa matinal; mudo de canal para não ter que levar com as cenas pacóvias do apresentador que também é gay, então paro num qualquer programa americano e eis que vejo um actor, modelo, e ex-militar da Força Aérea (aqueles músculos e aquele sorriso…) crivado à frente dos meus olhos e penso “Que Deus!”…até que me apercebo da conversa, e ele está precisamente a confessar que é gay, e eu desmaio depois de pensar “Que desperdício!”; saio do quarto, vou à sala ter com a mãe e pergunto-lhe o que ela está a ver, «Oprah, filha», e eu olho para a televisão e tenho um príncipe indiano que é tema actual no mundo e acabou de chocar todo o Ocidente ao assumir-se gay; volto para o quarto, continuo a minha jornada de zapping e quando dou por mim está na hora do Prós-e-Contras, tema: ‘casamento homossexual do ponto de vista jurídico’, e tenho uma jornalista (que como quem não quer a coisa, é namorada de José Sócrates) na ala pro-homossexual e um padre na ala contra-homossexual; a jornada continua e tenho uma linda noite de Óscares pela frente em que, claro, um jovem guionista do filme Milk, que é também ele gay, diz que sonha um dia casar e ter filhos, e quando eu penso que não podia ouvir mais falar em assuntos gays, levo com o Sean Penn (que eu adoro!) a destroçar-me os ouvidos (e o coração) a dizer que devemos ter vergonha por não sermos a favor do casamento gay.
Poderia continuar a dar mais exemplos, mas se abrirem os olhos vêem bem que este é mesmo o tema del giorno. Volto a dizer que respeito profundamente quem se assume gay, pois é claro que temos todos direito a ser felizes e livres de sentirmos todas as emoções e sentimentos de que o ser humano foi dotado. Só não precisam de me bombardear, através da comunicação social, de todos os anseios por que tentam a todo o custo atingir. O casamento é uma instituição secular e nunca foi questionado: homem com mulher e mulher com homem, só. Se os homossexuais têm coragem para se assumir, se se gostam como casal, não queiram mudar esta instituição, quer queiram quer não, deste Portugal para sempre conservador q.b. E quanto à adopção, se, como referiu a namorada do Sr. Primeiro-ministro, já há gays que adoptam crianças, por nome individual, então continuem a fazê-lo dessa maneira. Não há confusões, não há guerras, não há choques de mentalidades, nem confrontos mais amargos de palavras. Eu não olho de lado para um gay por ele ser gay, tal como não olho de lado para um 'hetero' nem para um 'bi'. Por isso parem de dizer que são marginalizados e etc. etc., pois, apesar de conservador, este povo ainda tem muita compaixão pelos seus e ninguém vos cospe na cara por serem ‘diferentes’… Uns são mal tratados por uma coisa, outros por outra...e no fundo todos nos magoamos e amamos uns aos outros! (soou lamechas…but it’s true!)
Ah, e já agora, parem de dizer «Marta, um dia vais ter filhos e netos…» ou «Não sabes o teu dia de amanhã…». Não costumo cuspir para o ar nem atirar pedras a telhados de vidro, e sei perfeitamente que o pecado mora ao lado, e caso algum filho ou neto meu se assuma gay, respeitá-lo e amá-lo-ei da mesma maneira, só não concordarei que caia no absurdo de querer mudar instituições seculares e tradicionais, pois há-de ser forte o suficiente para conseguir viver consoante determinados valores e contra quaisquer objecções de terceiros, respeitando e sendo respeitado. Agradecida!
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;)
24 de Fevereiro, o relógio marca 00h57. Não sei se a hora é a mais apropriada, mas hoje apeteceu-me ser igual às outras pessoas (pelo menos hoje) e criei um blog...! Quando, como, onde, o que quiser e sobre o que quiser, vou escrever aqui algumas coisinhas.
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